Abençoados seres de luz, seres divinos, seres de amor. ✨
Hoje eu quero conversar com você sobre uma coisa muito sincera, muito verdadeira. E, para isso, eu preciso te contar algumas histórias. Preciso te contar a minha.
O nome disso é auto-observação: observar e ser observada. É o processo pelo qual eu vim vindo, e é sobre ele que eu vim falar.
Vem comigo.
Desde pequena eu contrariei o que me falaram 🌱
Quando a gente chega aqui na Terra, a gente já vem com uma bagagem. A gente vem com ensinamentos, com coisas guardadas na consciência: de onde a gente veio e por que a gente veio.
E aí a gente ganha um pai e uma mãe, que vão construindo dentro da nossa cabeça aquilo que eles escutaram, aquilo que eles vivenciaram, aquilo que eles acreditam ser verdade. E tem gente que segue tudo isso à risca. Amém! Tudo o que me falaram é verdade.
Eu não fui assim. Eu nasci católica, e desde pequena eu contrariava. Por que tem que ser assim? Por que estão me falando isso? Eu preciso experienciar para saber se é.
E quem está certo e quem está errado nessa história? Todo mundo está certo. E todo mundo está errado. Está tudo bem.
Aos 11 anos eu vi a minha avó, e ninguém soube me explicar 👵
Eu tinha 11 anos, era criança, e a minha avó veio em espírito conversar comigo. Hoje, me observando, eu penso que talvez tenha sido eu que fui até ela.
Depois disso não parou mais. Um sobrinho meu faleceu em Joinville enquanto eu estava em Piçarras, e eu senti ele se despedindo. Ou talvez eu tenha ido ao encontro dele. O pai de uma amiga minha também. Vinham os cheiros, vinha a intuição, vinham as vozes.
E nada daquilo fazia sentido com o que eu estava aprendendo.
Eu fugi de casa, e continuei procurando 🚪
Eu fui crescendo e fugi de casa. Não concordava com a educação que o meu pai dava, e fui atrás de outros conhecimentos.
Trabalhei como empregada doméstica em outra cidade. A casa ficava em silêncio, todo mundo saía, eu ficava sozinha, e as vozes chamavam por mim. Chamavam pelo meu nome.
Um dia foi um homem lá consertar a antena parabólica e me disse, assim, do nada: "você ouve vozes, né? Você vê vultos, você vê espíritos. Você é médium, você precisa trabalhar isso."
E eu, aos 18 anos, era católica praticante. Eu dava catequese, eu ia à missa, eu estava no grupo de jovens, eu lia a Bíblia com medo de errar. Eu queria ser certinha, porque foi o que me ensinaram. E eu sofria. Era ruim, era dolorido, eu não concordava com aquilo, e mesmo assim eu estava fazendo.
Eu bati em todas as portas que apareceram 🕯️
Aos 19 anos, do grupo de jovens, um grupinho de nós foi conhecer um centro espírita.
A minha primeira experiência ali não foi legal. Depois da palestra, foram estudar a mediunidade numa sala, e eu apaguei. Apaguei! Acordei num quarto escuro, com uma luzinha bem fraca e quatro pessoas em volta, me dizendo que eu estava com o perispírito aberto e que eu tinha que trabalhar, que eu tinha que estudar. Nunca mais voltei.
Depois eu fui para outras igrejas, uma atrás da outra, procurando me salvar, porque para mim eu era o monstro.
Fui a uma mulher que lia cartas, e ela me disse que eu tinha sido um homem em outra encarnação, um homem que fez muita gente sofrer, principalmente mulheres, e que por isso eu ia sofrer bastante nesta vida. Eu não quis dar atenção. Não quis guardar aquilo para mim. Uma pessoa está me falando isso, e eu vou acreditar?
Depois eu casei, vim para Jaraguá do Sul, onde eu moro há mais de vinte anos, e acabei chegando num terreiro de umbanda. E olha, era um terreiro muito legal! Nos ajudou muito, e eu aprendi muito ali.
Foi um balanço enorme de experiências e de lugares. E, no meio de tudo isso, eu tinha os meus desequilíbrios. Eu escuto muita gente falando disso nos meus grupos: o zumbido no ouvido, o hoje eu estou bem e amanhã eu estou lá embaixo. Eu passei por tudo isso também.
Foi na covid, sozinha, que eu finalmente olhei para dentro 🌙
Na época da covid eu fiquei realmente isolada. A minha filha tinha ido para fora do Brasil, o meu filho já namorava e vivia mais na casa da família dela, e eu fiquei sozinha.
E eu preciso te dizer uma coisa: foi maravilhoso. Foi um processo Divino. Foi ali que eu realmente olhei para dentro de mim e fui querer entender por que eu passei por aquilo tudo.
Foi de lá que saiu a terapeuta. Eu já vinha estudando havia uns nove anos, mas foi ali que eu fui fundo: cromoterapia, radiestesia, constelação familiar, Ho'oponopono, xamânica. Fui, fui, fui.
E, no fim de tudo, a melhor técnica é a mais simples 🧘
Eu tenho um monte de técnica. Tenho técnica de curso que você nem imagina.
Mas você quer saber qual é a melhor? Você vai ter que experimentar várias até encontrar a sua. Para mim foi esta aqui:
Silenciar. Fechar os olhos. Respirar. E desligar a mente do trabalho, do relacionamento, da família, dos filhos. Tipo Buda, entendeu? Eu me fechava no quarto: hoje eu não quero comer, não quero nada, hoje eu só vou entrar para dentro.
E sim, a sua mente vai trabalhar para você não conseguir. Ela vai te encher de quadros mentais. E está tudo bem! Quando o pensamento chegar, você olha para ele e diz: tudo bem, eu te reconheço, mas eu deixo você ir. Eu quero entrar para dentro.
Isso pede persistência. Eu não vou te dizer que hoje você faz e amanhã acontece o milagre, porque não é assim. Leva tempo. Pode levar um dia, uma semana, um mês, um ano. Aqui na Terra tem tempo; na Fonte não tem.
Peça proteção antes de entrar 🙏
Isso aqui é importante e eu não posso deixar de fora.
Antes de fazer qualquer prática dessas, peça proteção. Faça a sua oração. Se conecte com aquilo em que você acredita: o Pai, Deus, os anjos da guarda, os mestres, os mentores, o pai e a mãe interior, a Mãe Gaia, a Mãe Terra. O que fizer sentido para você.
Peça para estarem junto com você, para você fazer esse processo se sentindo segura. Porque é uma técnica, sim, mas é uma técnica que só você pode fazer por você.
Eu contei a minha história para você ir fazer a sua 💜
Repare no que aconteceu comigo. Em cada porta que eu bati, teve alguém pronto para me dizer quem eu era. Você é médium. Você foi um homem mau. Você tem que estudar isso. Você tem que trabalhar aquilo.
E nenhuma dessas pessoas me encontrou, porque não era ali que eu estava.
Eu posso saber alguma coisa de você até um certo limite, mas eu não posso saber tudo. Você sim! Não está fora, não está em nenhuma religião, não está em nenhuma terapeuta, não está nem em mim. Está dentro de você.
O que as pessoas falam lá fora é o que elas acham, é o que elas viveram, é o que elas experienciaram. Elas contam para que você veja e vá fazer a sua. Eu contei a minha história por isso, e não para você acreditar em mim.
E olha: você já sentiu alguma coisa. Você já teve aquele arrepio em algum lugar. Todo mundo tem, porque a gente traz isso. A gente não é daqui. A gente está aqui, mas a gente não é o corpo humano: a gente é uma consciência, um espírito, uma frequência, uma energia.
Este canal é para isso. É para desconstruir aquilo que estão querendo enfiar na nossa cabecinha, e para você se encontrar.
E me conta aqui nos comentários: você já teve alguma dessas experiências? Alguém já tentou te dizer quem você é? Como foi para você?
Sinta no seu coração: se essa conversa fez sentido, compartilhe com alguém que anda procurando fora aquilo que só existe dentro.
Um grande beijo no seu coração. Gratidão, gratidão! 💜
Namastê, amém, shalom, ahó, axé... não importa a palavra, o amor é um só! ✨
O amor cura e o perdão liberta!
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